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Casos de dengue no Rio registram crescimento de 700% em relação a 2014

Foram notificados 54.268 casos nos oito primeiros meses de 2015 um número de casos de dengue quase sete vezes maior que em todo o ano de 2014. A Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro registrou também um número de óbitos 70% maior em 2015 (17) em comparação ao ano anterior (10). No entanto, nenhum município registra epidemia de dengue!

Os 17 óbitos foram registrados em nove cidades: Resende (7), Paraty (2), Porto Real (2), Barra Mansa (1), Campos dos Goytacazes (1), Miracema (1), Piraí (1), Quatis (1), e Volta Redonda (1).

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe, o aumento no número de casos este ano se justifica pela “recirculação do tipo 1 do vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti“, principalmente nos municípios do interior do Estado, onde ocorreram todos as mortes decorrentes da dengue neste ano.

“A dengue se comporta de forma cíclica, é uma característica do vírus. Sempre quando a gente tem um ano epidêmico, a tendência é que no ano seguinte diminua, porque as pessoas se imunizam. O que aconteceu no Estado do Rio de Janeiro? Em 2013, tivemos a circulação do vírus do tipo 4, que continuou em 2014. Mas em 2015 houve a recirculação do tipo 1 e uma transmissão bastante elevada em municípios do interior”, explicou Chieppe.

Além do mais em momentos de epidemia e imediatamente posteriores a estes, os esforços da população e do governo aumentam, se combate ao mosquito através de medidas de eliminação de criadouros, aplicação de larvicidas/inseticidas e campanhas maciças de conscientização. Os resultados aparecem em pouco tempo, porém devido à falta de continuidade, a população de mosquitos retoma o crescimento.

“Quando os casos começam a pipocar no noticiário, o aumento na contratação de serviços de dedetização para mosquitos aumenta em quase 80%” relata Marcus Pires, da Imuni Service UNIPRAG.

Os números registrados em 2015 são mais baixos que os de anos epidêmicos no Estado. Em 2002, foram quase 300 mil casos notificados, em 2008 e em 2011, houve 255 mil e 160 mil casos, respectivamente.

Para piorar já há circulação no Rio o vírus zika, também transmitido pelo Aedes aegypti, essa doença ainda não causou nenhum óbito no Brasil. A chikungunya, também tem como vetor o Aedes aegypti, e está na iminência de entrar no Rio de Janeiro, onde vai encontrar uma população sem nenhuma imunidade!

Ciente do fato de que o ambiente doméstico concentra 80% dos focos, a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro está promovendo a campanha “10 Minutos Contra a Dengue”, para tentar reduzir os impactos causados pela dengue. O objetivo é estimular a população fluminense a investir 10 minutos por semana para eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti em suas casas.

Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2015/09/16/numero-de-casos-de-dengue-no-rj-em-2015-ja-e-sete-vezes-maior-que-em-2014.htm

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