(21) 2502-5252

Mordida de barata? Sim! Muita gente não sabe, mas baratas mordem. Na verdade, uma barata pode morder com uma força que equivale a 50 vezes seu peso corporal.

Baratas conseguem correr pelo teto, se espremer através de rachaduras tão finas quanto uma moeda e viver por até duas semanas depois de serem decapitadas.

Como se essas pragas ainda não tivessem poderes suficientes de supervilão, testes de laboratório revelaram outro fato fascinante, mas repulsivo: as baratas podem morder com uma força 50 vezes maior do que seu peso corporal!

Isso permite que elas roam materiais resistentes com suas mandíbulas surpreendentemente fortes.

Pesquisando a Mordida de Barata

Cientistas do Reino Unido e da Alemanha mergulharam neste pesadelo catsaridafóbico para preencher algumas lacunas importantes na nossa compreensão da fisiologia dessa praga.

Os insetos estão ao nosso redor e desempenham papéis fundamentais nos ecossistemas. Porém quando invadem o espaço onde habitamos, trazem prejuízos e riscos à nossa saúde. Eles se transformam em pragas urbanas.

No caso das baratas, sabemos relativamente pouco sobre certos funcionamentos biológicos básicos, como o funcionamento de sua mandíbulas.

A equipe de pesquisadores escolheu a barata americana como ponto de partida para descobrir a morfologia da boca desses insetos, já que comem praticamente qualquer coisa e têm mandíbulas relativamente primitivas.

Hora do Experimento – Morde, Barata!

Dez baratas americanas criadas em uma colônia de laboratório participaram do estudo. Para medir a força de mordida dos insetos, os pesquisadores colocaram as baratas no que parece um dispositivo de tortura medieval em miniatura.

 

Veja como o teste de mordida de barata foi realizado!

 

As baratas foram amarradas de cabeça para baixo para um pódio de metal com as cabeças empurradas sob uma placa tipo uma guilhotina. Cimento odontológico manteve seus pequenos rostos no lugar.

Apesar da configuração, as baratas ficaram tão confortáveis que morderam à vontade a ponta do sensor de um dispositivo que mediu a força de suas mandíbulas. Duas baratas morderam com tanta força que quebraram um pedaço do dente, resultando em desqualificação dos dados do estudo.

Dos oito insetos restantes, os pesquisadores conseguiram coletar dados de 300 mordidas diferentes. Eles também filmaram cada uma das mordidas para determinar a cinemática da mandíbula. A equipe usou os dados combinados para calcular a quantidade de estresse que cada mordida exercia nos músculos do maxilar das baratas.

A Força da Mordida de Barata

As mordidas de barata foram surpreendentemente fortes – relacionando a força da mordida com o peso corporal, uma mordida de barata é cerca de cinco vezes mais poderosa do que uma mordida humana, em média.

No entanto, nem todas as mordidas foram igualmente enérgicas. A equipe descobriu que as baratas dividiram seus esforços em dois tipos de mordida. Mordidas curtas e fracas, produzidas por fibras musculares de movimento rápido e mordidas longas e fortes, que exigiam que os músculos se aquecessem antes de atingir sua força máxima. A última versão provavelmente é reservada para roer materiais difíceis, como madeira e couro.

A equipe ainda não descobriu como a cabeça relativamente delicada de uma barata pode suportar uma força tão repetida ao longo da vida. Trabalhar nestas e outras questões poderia produzir mais do que fatos biológicos básicos.

Por exemplo, determinar como as baratas e outros insetos incorporam triturações lentas e habilidades de corte rápido em um único dispositivo – as mandíbulas – pode eventualmente levar a inovações na robótica.

“Com a crescente miniaturização, esses projetos se tornarão cada vez mais importantes”, disse Tom Weihmann, zoologista da Universidade de Cambridge e principal autor do estudo, em um comunicado. “As implementações técnicas recentes nesta direção são, por exemplo, micro-sondas inseridas em vasos sanguíneos ou instrumentos microcirúrgicos”.

Uma Barata me Mordeu – O Que Eu Faço?

Baratas que aparecem em nossa casa não costumam ser agressivas, ou seja, não vão sair por aí mordendo as pessoas. Porém, na falta de alimentos, elas podem procurar os habitantes da casa para se alimentar.

Elas vão começar a roer tecido em decomposição, unhas, ou, se a pessoa esquecer de escovar os dentes, seus lábios!

Quando a barata começa a nos roer, ela pode acidentalmente nos morder, causando uma pequena lesão. O risco é que essa lesão se torne uma ferida contaminada, ou que a pessoa seja alérgica a baratas.

Lavar bem o local e desinfetá-lo regularmente deve dar conta do recado. Porém, é preciso ter atenção com os alimentos da casa, pois eles podem estar contaminados.

Locais infestados de baratas sofrem mais ainda. Elas deixam um rastro gosmento e fedorento que pode arruinar tecidos, documentos, livros e outros materiais.

A solução é realizar o controle de baratas (dedetização de baratas) periodicamente e manter o local sempre limpo, sem atrativos.